Projeto Nutre Ciente e Salve o Planeta

A sobrevivência da vida no planeta dependerá da nossa capacidade de criar comunidades mais sustentáveis. A Organização das Nações Unidas e a Organização Mundial da Saúde tem emitido relatórios oficiais defendendo a urgência de se adotar uma alimentação baseada em plantas em prol do meio ambiente e da saúde.
O Projeto Nutre Ciente e Salve o Planea tem como objetivo divulgar informações sobre como a alimentação consciente pode contribuir para a sua própria saúde, para a saúde do planeta e para a criação de comunidades sustentáveis.

A seguir, apresentamos aspectos da saúde e ambientais que são beneficiados por uma alimentação baseada em plantas:

Benefícios à saúde

Milhares de estudos científicos tem demonstrado, ao longo das últimas décadas, que uma dieta baseada em vegetais pode ajudar a prevenir, tratar ou reverter algumas de nossas principais causas de morte, incluindo doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e hipertensão. Estudos demonstraram que a alimentação baseada em vegetais pode melhorar não apenas o peso corporal, os níveis de açúcar no sangue e a capacidade de controlar o colesterol, mas também os estados emocionais, incluindo depressão, ansiedade, fadiga, sensação de bem-estar e funcionamento diário.

A Organização Mundial da Saúde classificou as carnes vermelhas e processadas como carcinogênicos do Grupo 1, o que significa que há fortes evidências de que carnes processadas causam vários tipos de câncer, principalmente de intestino e estômago.

Uma dieta baseada em alimentos vegetais integrais é a única comprovadamente capaz de reverter doenças cardíacas na maioria dos pacientes. Considerando que doenças cardíacas são a causa de morte número um no Brasil e no mundo, isso já deveria ser razão suficiente para torná-la a dieta padrão em nossa sociedade.

 

Combate à fome mundial

Muitos dos alimentos cultivados no mundo não são consumidos por humanos. Na verdade, 70% dos grãos cultivados são destinados para alimentar o gado e, globalmente, 83% das terras agrícolas são reservadas para a criação de animais.

Estima-se que 700 milhões de toneladas de alimentos que poderiam ser consumidos por humanos vão para o gado a cada ano.

Se mais terras agrícolas fossem usadas para o cultivo de humanos, então mais pessoas poderiam ser alimentadas com menos despesas para o planeta.

Esse entendimento está se tornando mais urgente, pois a população global deve atingir ou ultrapassar 9,1 bilhões até 2050. Simplesmente não há terra suficiente no planeta para cultivar carne suficiente para alimentar a dieta média da população. Nem a Terra pode lidar com a poluição que isso causaria.

 

Economia de água

Centenas de milhões de pessoas em todo o mundo não têm acesso à água potável. Muito mais pessoas lutam com a escassez periódica de água, às vezes por causa da seca e às vezes por causa da má gestão das fontes de água.

O gado consome mais água doce do que qualquer outra coisa. Eles também são um dos maiores poluidores de água doce. Quanto mais gado o mundo substitui por plantas, mais água haverá para circular.

É preciso de 100 a 200 vezes mais água para criar meio quilo de carne do que para criar meio quilo de alimentos vegetais. Cortar apenas um quilo de carne economiza 15.000 litros de água. E substituir um frango assado por uma sopa de feijão (que tem níveis semelhantes de proteína) economiza 4.325 litros de água.

 

Limpeza do solo

Semelhante à forma como o gado polui a água, eles também enfraquecem o solo. Isso ocorre, em parte, porque a criação de gado geralmente leva ao desmatamento, que limpa grandes áreas de terra de diferentes elementos (como árvores) que fornecem nutrientes e resiliência, para abrir espaço para o gato.

O mundo perde aproximadamente o tamanho do Panamá a cada ano com o desmatamento, o que também acelera as mudanças climáticas (as árvores armazenam carbono)

Em vez disso, cultivar uma diversidade de plantas nutre o solo e leva à resiliência de longo prazo.

 

Redução no consumo de energia

Criar gado custa muita energia. Isso se deve a uma ampla gama de fatores, incluindo: leva muito tempo para criar animais; consomem muita comida que foi cultivada em terras que poderiam ter sido destinadas a outro uso; os produtos cárneos precisam ser despachados e refrigerados; e a carne leva muito tempo para ser processada do matadouro à mesa da cozinha.

As proteínas vegetais, por sua vez, podem ser aumentadas com custos de energia 8 vezes menores do que as proteínas baseadas na carne.

 

Purificação do ar

Todo o gado do mundo causa mais poluição do ar do que todos os carros, ônibus, aviões, navios e outros meios de transporte do mundo juntos. Já as plantas limpam o ar.

 

REFERÊNCIAS

World Health Organization. Cancer: Carcinogenicity of the consumption of red meat and processed meat. Disponível em: https://www.who.int/news-room/q-a-detail/cancer-carcinogenicity-of-the-consumption-of-red-meat-and-processed-meat.

Nutrition Facts. Plant-based Diet. Disponível em: https://nutritionfacts.org/topics/plant-based-diets/

Intergovernmental Panel on Climate Change. Special Report: Climate Change and Land. Disponível em: https://www.ipcc.ch/srccl/

 

Nature. Eat less meat: UN climate-change report calls for change to human diet. Disponível em: https://www.nature.com/articles/d41586-019-02409-7

 

Global Citizen. 9 Ways That Going Vegan Can Help the Environment. Disponível em: https://www.globalcitizen.org/en/content/9-reasons-why-veganism-can-save-the-world/

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